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A DEMOCRACIA PEDE PASSAGEM.
As notícias são de que no campus de Rondon o professor DOUGLAS está sofrendo uma pressão quase desumana para desistir da sua candidatura à diretor de campus e do seu apoio à chapa CASCÁ/PIACENTI. A pressão chega a se caracterizar como assédio, de tão intensa que é.
Os apoiadores da chapa CASCÁ/PIACENTI e do professor JOSÉ DÍLSON instalarão um estande no campus de Toledo para concentrar as manifestações de apoio às duas candidaturas. A idéia é de construir um espaço onde as pessoas possam conversar sobre as eleições deste ano e as candidaturas.
Na reunião/almoço de sábado passado em apoio à candidatura do professor JOSÉ DÍLSON o que deu para perceber é que o campus de Toledo possui um diretor de campus com boa aceitação, embora isto não se traduza em popularidade, já que o professor JOSÉ DÍLSON não faz a velha política das longas conversas.
Em Foz do Iguaçu a campanha do professor JULIAN está bem estrutura e com grande adesão e aceitação. A compreensão da maioria da comunidade do campus de Foz do Iguaçu é de que estes últimos quatro anos foram de grandes dificuldades internas, com muitas sindicâncias e processos administrativos empregados como armas políticas pela atual gestão daquele campus.
COMENTÁRIO
Sem dúvida que estas eleições serão as mais difíceis que aqueles que dão apoio ao período de intervenção na UNIOESTE enfrentarão em suas carreiras políticas. A chapa da intervenção saiu atrás neste pleito, e bem atrás. Como exemplo sito as manifestações de apoio quando das inscrições das chapas. Outro exemplo, não houve dificuldade para a chapa CASCÁ/PIACENTI se constituir, fato que não ocorreu com a chapa da intervenção. E isto tem uma razão, a falta de respeito aos princípios da democracia pela atual gestão e alguns dos seus apoiadores. Alguns falam da UNIOESTE como se nela não estivéssemos em luta, neste momento da sua história, contra a falta de democracia, o exercício da coerção e não do diálogo, a prática da esperteza e não da inteligência, do oportunismo e não da virtude. Trabalhamos em condições precárias, não temos salas suficientes para desenvolvermos todas as nossas atividades, não há servidores suficientes para que professores não sejam desviados de suas funções, não há uma política em que os estudantes sejam convidados a permanecer na instituição. De fato não houve nenhum avanço em nossa universidade nestes últimos anos que possam ser creditados a uma política inteligente de gestão que tenha partido da reitoria. Da atual reitoria a comunidade só espera cobrança injusta acompanhada de incompreensão acadêmica. Me pergunto, como conseguem nomear uma chapa que expressa o retrocesso de excelência acadêmica? Se a perseguição, a falta de justiça e isonomia e completa falta de consideração pela opinião pública são idéias norteadoras do que seja excelência acadêmica então temos uma clara demonstração do equívoco da proposta de continuidade da atual gestão que revela a não compreensão do papel histórico das instituição universitárias. Para crescermos precisamos de ordem sim, mas também de liberdade com compromisso, de vontade consciente e capacidades no limite.
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